Bonito é primeiro município do interior de MS a lançar programa de destinação correta do óleo de cozinha

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O município de Bonito, reconhecido internacionalmente por suas belezas naturais e ecoturismo, sai mais uma vez na frente e é o primeiro município do interior de Mato Grosso do Sul a aderir a um programa de destinação correta do óleo de cozinha. O projeto ‘De Olho no Óleo’ foi lançada oficialmente na Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira (17) em alusão ao Dia Dia Internacional da Reciclagem.

O projeto é uma iniciativa da Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA), em parceria com Ambiental MS Pantanal, responsável pela prestação de serviços de esgoto no município e com apoio institucional da SANESUL, AGEMS e AEGEA e apoio operacional da Cooperativa de Catadores Paraíso de Bonito e Ambiental Soluções, empresa local responsável pela coleta e comercialização de rejeito bovino e óleo de cozinha utilizado.

O projeto também conta com apoio logístico das empresas que serão ecopontos oficiais, sendo elas: Mercado Peres, Mercado Pluma, Supermercado Santos e Rincão Atacadista. As Escolas Municipais e a Associação Pestalozzi também recolheram os resíduos.

“Só temos a agradecer a todos os parceiros, que aderiram essa ideia e vão nos ajudar a colocar em prática mais um programa de proteção do meio ambiente e da saúde pública em nosso município. O ‘De olho no óleo’ já funciona em Campo Grande e temos certeza que também vai dar muito certo em Bonito. Vamos começar uma verdadeira campanha de conscientização, envolver as crianças, a comunidade, para que essa ideia realmente chegue a todos”, disse o prefeito Josmail Rodrigues.

A preocupação com este tipo de resíduo se deve a sua alta capacidade de contaminação do solo e da água, tanto daquela superficial quanto da subterrânea, depositada em lençóis freáticos profundos. Um litro de óleo polui 25 mil litros de água, mas existem estimativas que afirmam que um litro pode poluir até um milhão de litros de água (o que significa o consumo médio de uma pessoa durante 14 anos).  Como se trata de um resíduo resistente, ele pode ficar até 25 anos na natureza contaminando continuamente solo e recursos hídricos.

Descartado de maneira incorreta, o óleo prejudica o solo e pode comprometer o funcionamento das redes de esgoto, já que em forma de gordura atrai pragas que causam doenças como leptospirose, cólera e hepatites, entre outras. Além disso, as tubulações ficam obstruídas podendo causar extravasamentos.

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